Lisboa E-Nova - Agência Municipal de Energia-Ambiente de Lisboa

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GESTOR REMOTO - ELETRICIDADE E GÁS NATURAL

O Gestor Remoto da Lisboa E-Nova é um sistema de apoio à gestão inteligente dos consumos elétricos  que permite aos seus utilizadores verificarem e corrigirem em tempo útil os consumos energéticos não justificados. O instrumento de análise é oferecido aos associados da Agência de Energia e Ambiente de Lisboa desde o ano de 2011 e está já aplicado em 1400 edifícios e outras infraestruturas. Está também a ser usado por outras entidades que o solicitaram em regime de prestação de serviços.
Sem custos de investimento, a ferramenta de registo, visualização e diagnóstico de medidas de eficiência energética desenvolvida pela Lisboa E-Nova abre o caminho a uma gestão ambiental mais sustentável. Dá também às várias entidades que aderiram ao sistema a possibilidade de controlarem e planearem de modo mais ativo e eficiente os consumos e os usos que fazem dos seus equipamentos.

Foto gestorRemoto


Um grande número de equipamentos públicos, abastecidos em Baixa Tensão Especial, Média Tensão e superior pela rede de distribuição elétrica nacional, tem dispositivos de contagem instalados que fazem o registo de consumos energéticos a cada 15 minutos. É o acesso a estes dados que permite o desenvolvimento e a aplicação de uma metodologia como aquela em que se insere o Gestor Remoto.
Por telecontagem, a aplicação recolhe a informação energética referente a cada instalação do sistema. Os fluxos e o tipo de abastecimento, os ciclos tarifários e os preços são alguns dos parâmetros contratuais e de consumo recolhidos para o ficheiro de dados associado a cada equipamento e que o permite caracterizar.
Os valores obtidos por telecontagem e tratados de modo automático são apresentados sob a forma de tabelas e gráficos comentados no relatório do Gestor Remoto. Depois, o documento é enviado às entidades que integram o sistema de gestão inteligente, que assim podem acompanhar os consumos dos equipamentos e planear melhor o seu uso. A informação necessária para a correta interpretação dos dados fornecidos é disponibilizada aos responsáveis através de uma ação de formação prévia.       
Uma das características essenciais do Gestor Remoto é a apresentação da informação num tipo de formato que pode ser lido facilmente por não especialistas. E uma curiosidade: os gráficos de consumo de cada infraestrutura em hora de ponta são, em regra, qualitativamente tão semelhantes que funcionam como uma espécie de assinatura ou impressão digital que as distingue umas das outras.

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No relatório do Gestor Remoto que é entregue ao responsável de cada infraestrutura, os dados tratados dos consumos elétricos resultantes da telecontagem são divididos por cinco capítulos. Nos dois primeiros, traçam-se os consumos anuais e mensais. Entre outros parâmetros, apresentam-se os consumos de eletricidade [kWh/mês] dos últimos 12 meses comparados com os do período homólogo no ano anterior. Também se mostra a evolução das potências [kW] nos 12 meses anteriores aos da publicação do relatório e o peso na fatura dos períodos horários (ponta, cheia, vazio normal e super vazio).
No terceiro capítulo, são caracterizados os consumos de telecontagem do mês em análise no relatório. Para cada um dos dias desse mês apresentam-se os consumos diários, discriminados pelos referidos períodos horários tarifários, e também desagregados em dias úteis, sábados, domingos e feriados. Esta análise permite, por exemplo, reequacionar tarefas e reagendar o uso de equipamentos para horários e períodos com preços de eletricidade mais baixos.

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O capítulo seguinte é dedicado à análise comparada dos consumos médios do mês a que o relatório se refere com o do mês anterior, bem como com o período homólogo do ano transato. Estes dados permitem ao responsável do equipamento perceber as evoluções do consumo de energia elétrica e corrigir rapidamente eventuais desvios. Por fim, no quinto capítulo faz-se o mesmo comparativo, mas para os custos médios - o que permite traçar uma curva dos perfis monetários e perceber os aumentos e reduções dos custos energéticos.

Mas a metodologia do Gestor Remoto desenvolvida pela Lisboa E-Nova não se limita às análises periódicas e automáticas dos consumos de energia. Após a elaboração do primeiro relatório, decorre uma visita técnica ao edifício ou instalação analisados. Através destas vistorias identificam-se os equipamentos, maquinarias e usos que justificam os perfis de consumo elétrico traçados.
Localmente, faz-se o registo dos tempos e horários de funcionamento da iluminação, dos computadores, dos elevadores, dos ares condicionados e de tudo o que se justificar. Avaliam-se ainda os hábitos e práticas dos utilizadores. E comparam-se com os gráficos do relatório do Gestor Remoto. Há situações de consumo que apenas se podem identificar se se conhecer o contexto presencialmente. Por exemplo, no prédio de uma empresa integrada no sistema, verificou-se um consumo muito elevado e injustificado ao fim de semana. Uma conversa com o responsável pela gestão de energia do edifício permitiu concluir que a segurança tinha entendido, mal, que o sistema de ar condicionado deveria ficar sempre ligado, até mesmo aos sábados e domingos. Uma poupança de 10 mil euros anuais foi imediata e sem requerer qualquer investimento.
A visita técnica permite assim identificar situações onde se pode intervir. Com os novos dados, os técnicos da Lisboa E-Nova elaboram um relatório de medidas de eficiência energética, onde se apresentam também soluções para baixar os consumos elétricos e poupar energia. Em função do interesse manifestado pelos responsáveis da infraestrutura, a Agência pode continuar a acompanhar o seu funcionamento. Este apoio completo está, neste momento, a ser prestado em 17 instalações da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC, a empresa de gestão de equipamentos e animação cultural da capital. Edifícios de serviços autárquicos, como o chamado Campo Grande 25, ou o Teatro Maria Matos fazem parte desta parceria.
Neste equipamento cultural, por exemplo, na sequência do processo de aplicação do Gestor Remoto, foram tomadas medidas de otimização de eficiência energética. Entre outras, limitou-se o uso da climatização nas zonas públicas e nos escritórios, fixaram-se tetos de temperatura, substituíram-se progressivamente as lâmpadas por lâmpadas de baixo consumo e instalaram-se sensores de movimento para iluminação de alguns dos espaços público.
O Gestor Remoto conta ainda com um módulo de dimensionamento de sistemas fotovoltaicos para autoconsumo. Este módulo é hoje bastante relevante. Dá aos gestores das infraestruturas uma perspetiva do potencial de instalação dos sistemas fotovoltaicos: permite avaliar os benefícios energéticos e económicos destes equipamentos (redução de consumo, investimento e retorno estimados), sempre numa ótica de complementaridade com ações de eficiência energética.

carta solar
Em clientes do sector terciário – escritórios, serviços e outros do género – o peso da eletricidade e da energia na estrutura de custos das empresas e organizações não é, por regra, o mais significativo. Uma exceção é a dos centros de dados, onde existe pouco pessoal e muitos equipamentos a funcionar em contínuo, desde os informáticos aos sistemas de refrigeração.
Contudo, os gastos energéticos têm implicações ambientais e na sustentabilidade. E em grandes organizações, como por exemplo, uma câmara municipal, como a de Lisboa ou a da Amadora, o acumulado dos gastos energéticos e custos associados à totalidade dos edifícios, prédios e equipamentos pode atingir valores relevantes em termos absolutos.

 

 

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