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A CARRIS arrancou 2018 com uma importante renovação da sua frota de apoio à operação. A empresa adquiriu cinco veículos ligeiros de passageiros 100% elétricos. Com esta medida, a CARRIS consegue simultaneamente maior qualidade ambiental, eficiência energética e racionalidade económica, contribuindo para uma cidade mais ecológica e saudável.
Esta compra permitiu a substituição das viaturas da frota que apresentavam maior desgaste, assim como dos veículos mais antigos, que necessariamente emitiam mais gases poluentes para a atmosfera. A CARRIS deu assim cumprimento ao estabelecido pela Zonas de Emissões Reduzidas – ZER, que restringe a utilização de viaturas anteriores ao ano 2000.
A preocupação ambiental sempre esteve presente na CARRIS, que, já em 2001, tinha introduzido na sua frota de serviço público, autocarros movidos a gás natural comprimido. Recentemente foi aprovado o Plano de Atividades para 2018-2021, onde se inclui uma renovação da sua frota maioritariamente com veículos a gás natural e elétricos. Ainda este ano aguarda-se a chegada de pelo menos 100 desses autocarros amigos do ambiente.  
A par da aquisição destes veículos com emissões zero, está em curso a instalação de postos de carregamento em todas as estações da empresa.
A CARRIS está comprometida com uma mobilidade cada vez mais ecológica e económica.

Carris1   Carris2  Carris3

Sexta, 09 Fevereiro 2018 11:00
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Escrito por Marta Peixinho
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 RGB 07 vertical cores planas                                           flag yellow high                                  Shape Energy                      Rehabilite logo

No âmbito do projeto SHAPE ENERGY e do projeto REHABILITE, a Lisboa E-Nova vai realizar um workshop intitulado “Instrumentos Inovadores de Apoio à Eficiência Energética na Reabilitação Urbana em Lisboa “. A sessão tem como objetivo divulgar várias iniciativas de apoio à eficiência energética e à renovação urbana, bem como identificar barreiras e soluções na alavancagem de mecanismos financeiros inovadores, como é o caso do recentemente lançado IFRRU (Instrumento Financeiro de Reabilitação e revitalização urbana), explorar os desafios na busca de novas soluções e encontrar sinergias para programas e incentivos futuros.

Enquadramento:

Lisboa é foco de interesse da comunidade empresarial nacional e internacional, conseguindo aliar uma localização privilegiada, qualidade de vida, várias opções de lazer e segurança. O turismo, a habitação e o transporte são temas de destaque nos últimos anos por parte das entidades governamentais com o objetivo de tornar a cidade um polo de atratividade e competitividade e, principalmente, uma fonte de alternativas sustentáveis para todos na cidade.
A reabilitação urbana é uma prioridade de intervenção da Câmara Municipal de Lisboa, assente na Estratégia de Reabilitação para Lisboa 2011-2024, em articulação com outras políticas municipais nos domínios do urbanismo, habitação, ação social, cultura, mobilidade, ambiente urbano, economia, património imobiliário e finanças.
Por outro lado, a implementação de medidas ou o aumento da eficiência energética na reabilitação fazem parte da necessária adaptação às alterações climáticas e das premissas necessárias ao cumprimento do Acordo de Paris e ao sucesso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Aumentar a taxa global de melhoria da eficiência energética, e tornar as cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis são grandes drivers dos ODS e fazem parte das ambições de Lisboa para a consolidação de uma smart city focada na sustentabilidade energética.  
A pressão urbanística, a procura comercial, a procura por melhores acessos e diferentes tipos de mobilidade,  a atenção de novos investidores e os indicadores do turismo ditam uma maior preocupação com as alternativas sustentáveis, com incentivos aos benefícios fiscais e com programas e instrumentos capazes de responder às solicitações de todas as partes interessadas e que permitam criar novos e atrativos conceitos habitacionais, empresariais, comerciais, turísticos e culturais que se complementem e interajam entre si.

Data: 22 de fevereiro

Local: Holiday Inn Lisbon-Continental (Lisboa)

    Hora                        Tema                      Orador              
 9:00 - 10:00 Receção dos participantes  
 10:00 - 10:05 Abertura da Sessão Lisboa E-Nova
 10:05 - 10:15 Shape Energy

Francisco Gonçalves
Energy Cities

 10:15 - 10:35 Instrumentos financeiros para a reabilitação urbana Luís Gonçalves
IHRU
 10:35 - 10:55 A eficiência energética na reabilitação urbana

Paulo Libório
ADENE

 10:55 - 11:15 REHABILITE Vera Gregório/Carlos Raposo
Lisboa E-Nova
 11:15 - 11:35  Coffee Break  
 11:35 - 11:55  Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas Maria Albuquerque
IFRRU 2020
 11:55 - 12:15  Plano de Ação de Regeneração Urbana de Lisboa (PARU) Paulo Pais
Câmara Municipal de Lisboa
 12:15 - 12:35  Perguntas e Respostas  
 13:00 Fim da sessão pública  

 INSCRIÇÕES aqui

 Sessão Lotada!

9:40 – 9:50
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Conheça os parques e jardins da cidade de lisboa

Jardinsdelisboa

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Conheça os parques e jardins da cidade de lisboa

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Inserida no consórcio do projeto inteGRIDy, a Lisboa E-Nova tem a responsabilidade de coordenar o projeto piloto que irá decorrer entre agosto de 2018 e dezembro de 2020, integrando as atividades dos restantes parceiros portugueses (Energia Simples, VPS e UCP), no desenvolvimento de um sistema de gestão de energia do edifício Municipal do Campo Grande com integração de sistemas de produção renovável.

Página oficial do projecto;

YouTube

Sexta, 26 Janeiro 2018 10:33
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Escrito por Joao Gameiro
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Central Solar 668x545  Foto

ENQUADRAMENTO:
A utilização de energias de fonte renovável é uma peça fundamental na minimização da dependência energética nacional e na redução das emissões de carbono.
Os painéis solares térmicos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária ao aquecimento de águas do edifício.
DATA: 31 de janeiro

PROGRAMA DA VISITA:
10h00 – Encontro no Átrio do edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos (Av. D. Joao XXI)
10h10 – Início da visita à Central Solar Térmica

PÚBLICO - ALVO: profissionais do sector público e privado, académicos e estudantes universitários das áreas de energia.

Número de participantes: 30

Duração da visita: Aproximadamente 1h30

A visita é gratuita para os participantes, mas as inscrições são obrigatórias.

De modo a garantir uma visita agradável e sem esperas desnecessárias, aconselhamos que cheguem ao local do ponto de encontro com uma antecedência de 10 minutos em relação à hora reservada para a visita.

 

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Gira Noticia

“Um arranque positivo” é como Nuno Sardinha, gestor de projetos europeus de inovação da EMEL, classifica os primeiros meses de exploração do Gira, sistema público de bicicletas partilhadas de Lisboa, que se iniciou a 19 de setembro. Até final de 2017 “foram subscritos cerca de 2800 passes anuais e realizadas 40.000 viagens” acrescenta Frederico Henriques, o gestor do projeto GIRA da EMEL. O alargamento ao eixo central da cidade, a zonas como Alvalade, Avenidas Novas ou Saldanha permitiu um forte incremento na utilização. Já no início de 2018, o sistema chega ao Marquês de Pombal, com duas estações do GIRA, integradas na ilha da mobilidade do projeto Sharing Cities, da Lisboa E-Nova.
Nos primeiros meses de utilização, as bicicletas do GIRA confirmaram a vocação de “complementaridade do sistema” com a rede de transportes públicos. De acordo com Frederico Henriques tem-se verificado “um movimento pendular bem definido, com maior destaque nas horas de ponta da manhã e da tarde”.
Também se nota o caso de alguns residentes que se deslocam regularmente em bicicleta para os seus trabalhos em empresas dessa zona ou mesmo para ir ao supermercado fazer uma pequena compra.


O período de testes e a interação com os utilizadores desta fase beta experimental permitiram melhorias do projeto, designadamente no “tipo do selim e do cesto das bicicletas disponibilizadas”, explica Nuno Sardinha. A experiência acumulada, entretanto também com dados já do período de exploração, permitirá identificar “padrões de mobilidade”, que ajudam a controlar a disponibilidade de bicicletas nas estações do GIRA. “A cadência significativa de dados permite aos serviços estarem atentos às necessidades dos utilizadores. Há períodos com picos de utilização em que as estações não podem estar vazias.”


O GIRA é um sistema misto, com um terço de bicicletas clássicas e dois terços elétricas. O Parque das Nações é uma zona plana, e o sistema foi inicialmente planeado para “viver com clássicas.”
Mas as sete colinas e a necessidade de vencer muitos declives são velhos argumentos dos críticos da viabilidade do uso de bicicleta em Lisboa. O recurso às elétricas torna “o sistema mais democrático, não cansa”. De qualquer modo, a cidade entra nos sistemas de bicicletas partilhadas alinhada com os mais avançados sistemas internacionais, “para não se tornar obsoleto”. “É um sistema de 3ª geração, o mais recente”, diz o gestor de projetos europeus de inovação da EMEL.
O Parque das Nações foi escolhido para lançar o GIRA por ter uma população com potencial grande de aceitação de projeto. “É além disso uma zona plana que ajudava a vencer algumas questões relativas ao relevo. Tinha ciclovias, dava condições de segurança rodoviária para arrancar com tranquilidade”, avança Frederico Henriques, gestor do projeto GIRA da EMEL. “Para as bicicletas funcionarem de modo económico e operacional, há também um propósito de densidade. Tem de haver um número suficiente de estações do GIRA nas proximidades umas das outras para que o sistema funcione. Quero ir para um sítio e ter lá estações onde possa parar a bicicleta”, explica o gestor do projeto. Os critérios de escolha dos sítios das estações a criar são os “critérios de uma rede de transportes. As estações estão onde estão as pessoas e nos locais para onde querem ir, por exemplo, nos interfaces de transporte, nas zonas residenciais e nas zonas de emprego, comércio e serviços”.  
O GIRA tem três modalidades de adesão. Duas delas, o Passe Anual (com um custo de 25 euros) e o Passe Mensal (15 euros) destinam-se apenas a residentes em Portugal. Ao contrário da generalidade dos sistemas europeus, afirma Sardinha, “o GIRA não exige qualquer caução aos residentes”. Os utilizadores pontuais não foram esquecidos e existe também um Passe Diário que é “principalmente destinado a turistas que passam por Lisboa ou para quem pretende experimentar o sistema”.
“Belém, por exemplo, é uma zona mais turística, os turistas originam muitas deslocações e não se queria exclui-los”, esclarece Nuno Sardinha. E ao mesmo tempo a compra de passes diários ”serve para ajudar a sustentar o projeto”. “De qualquer modo não é um rent a bike. É um sistema de partilha e não de posse”, esclarece o gestor de projetos europeus de inovação da EMEL.

Além de ser um produto de mobilidade sustentável, o GIRA é também uma aposta nos chamados sistemas de mobilidade suave, e está “em linha com modelos de outras grandes cidades europeias, como Madrid, Londres, Paris ou Milão”, vinca Nuno Sardinha. Contribui também para objetivos fixados no Acordo de Paris e para metas de carbono zero no centro da cidade em 2030. E isso implica “não levar o carro para o centro”.
“Existe necessidade de criar novos produtos, de atrair novos clientes para o transporte público.” Novas gerações, como os millenials, ilustra Nuno Sardinha, “têm uma maior interação com sistemas de partilha. Há tendências, restrições da própria União Europeia. O acesso aos centros da cidade vão apertar. Já existem ofertas privadas de car sharing e de scooter sharing”. Existem os transportes públicos e com o GIRA junta-se o Bike Sharing. “É uma mudança de paradigma assente na partilha”, conclui.
Nalguns aspetos, o GIRA apresenta soluções que não estão generalizadas a nível internacional. O desbloqueamento das bicicletas via aplicação de telemóvel “talvez seja pioneiro”, diz Nuno Sardinha. Mas a possibilidade de uma conta do GIRA associada com a conta ePark é um serviço de plataforma de mobilidade que se pode alargar a outras utilidades.
Associado ao projecto Sharing Cities está a ser trabalhado pela EMEL um projeto piloto de Park and Bike. A ideia é criar assinaturas especiais de estacionamento que permitam deixar o automóvel nos parques das zonas limítrofes, como o Campo Grande, e ir de bicicleta para o centro da cidade. O teste deverá decorrer em 2018.

Segunda, 08 Janeiro 2018 15:30
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Escrito por Joao Gameiro
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A primeira fase do projeto Alfa-AMA desenvolveu-se entre agosto e dezembro de 2017 pela equipa da FCT-NOVA e Lisboa E-Nova com o apoio do Climate KIC, especialistas do Imperial College of London, da empresa South Pole e grupos relevantes de Alfama, incluindo os residentes.
Alfama foi um dos bairros escolhidos pelo programa SSD District, financiado pelo Climate KIC. O bairro histórico de Alfama enfrenta sérios desafios para compatibilizar os hábitos e as aspirações de longa data dos seus habitantes, que vivem em casas de rendas baixas, com o turismo em massa que se tem verificado nos últimos anos. Enquanto os habitantes lutam para preservar as suas casas enfrentando a pressão imobiliária resultante do aumento da procura de alojamento local, o turismo tem sido um dos principais motores de renovação de edifícios degradados e do crescimento desenfreado dos preços das habitações.
Alfa-AMA tem como objetivo demonstrar que projetos e iniciativas integradas, sustentáveis e inteligentes no âmbito da mobilidade, dos edifícios energeticamente eficientes e dos espaços públicos resilientes ao clima, podem atuar como catalisadores da inovação, do combate às alterações climáticas, contribuindo simultaneamente para a regeneração de centros históricos.
As soluções resultaram de uma abordagem transversal e participativa, integrando dados de diferentes fontes com ideias inovadoras partilhadas com grupos locais relevantes. Sob o conceito "Alfama Sustentável e Saudável para todos", esta abordagem integrada visa contribuir simultaneamente para atingir os seguintes objetivos: (i) atender às necessidades dos idosos e residentes vulneráveis, (ii) Aumentar o bem-estar dos seus moradores, preservando a vida social, coesão e património cultural (iii) atrair novos residentes e (iv) encontrar um equilíbrio com o turismo sustentável.
Durante esta primeira fase do projeto Alfa-AMA, foi elaborado um diagnóstico de caracterização de bairro e foram delineados de forma colaborativa ao longo de várias sessões realizadas com stakeholders locais, os principais desafios e aspirações para Alfama. Este trabalho culminou com o workshop final realizado no passado dia 14 de novembro onde cerca de 33 stakeholders, co-desenharam com a equipa de projeto, várias soluções para responder a um conjunto de problemas previamente identificados (Fig. 1).

 

Alfama N1

 

Figura1 – Workshop final para co-criação de soluções no projeto SSD Alfa-Ama. Lisboa, dia 14 de novembro de 2017.

Resultante deste workshop co-criativo, foram consolidadas cinco ideias de projetos exploratórios: (1) Alfama Living Lab (alpha_AMA), (2) Mobile Alfama para todos, (3) Produção Sustentável de Alimentos em Alfama (4) Alfama Resiliente ao Clima, (5) Soluções baseadas na Natureza para SSD Alfama. O relatório final do projeto inclui uma avaliação da contribuição potencial de cada uma destes cinco projetos exploratórios tendo em conta os quatro objetivos definidos pelo projeto Alf-Ama (Fig. 2.)

 

Alfama N2

 

Figura 2- Contribuição potencial dos cinco projetos exploratórios com base nos objetivos de sustentabilidade definidos pelo projeto SSD Alfa-Ama.

Para além desta sistematização e avaliação dos resultados do workshop, foram ainda identificadas as principais lições aprendidas e definidos os próximos passos para 2018. Salientam-se os benefícios alcançados com a metodologia utilizada no workshop final, que através da combinação de métodos qualitativos desenvolvidos pelo Climate -KIC com o método Blue Green Solutions, desenvolvido pelos peritos do Imperial College of London, foi possível desenhar com os stakeholders um elevado número de soluções para Alfama. As principais conclusões do projeto SSD Alfa-Ama foram debatidas e consolidadas durante o evento da rede SSD que englobou vários distritos de cidades Europeias e que decorreu em Londres de 29 de novembro a 1 de dezembro. Neste contexto, foram identificadas as principais linhas que orientarão a segunda fase do projeto SSD Alfa-Ama em 2018 e que se relacionam com a necessidade (1) de melhorar as oportunidades financeiras e mapear os fluxos financeiros no distrito, (2) identificar os agentes de mudança efetivos com motivação para desenvolver o bairro e (3) integrar a liderança e melhorar a interação entre os diferentes níveis de governança no bairro.

Segunda, 08 Janeiro 2018 15:18
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Escrito por Joao Gameiro
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Realizou-se mo passado dia 29 de novembro de 2017, no Fórum Picoas em Lisboa, a conferência “Cidades Inteligentes/Cidades do Futuro – Da transição energética à neutralidade carbónica” promovida pela Lisboa E-Nova com o apoio do Sharing Cities, da revista Smart Cities e o patrocínio da Altice e onde estiveram presentes cerca de 100 participantes.
Em discussão esteve a ligação entre inovação tecnológica e social e a neutralidade carbónica e foram vários os fantásticos exemplos apresentados, referência do que já estamos a fazer no nosso país e na nossa cidade. Durante o dia, tanto nas apresentações como nos períodos de debate, os participantes pensaram coletivamente nos caminhos para a descarbonização, compatíveis com o cumprimento de objetivos mundiais como são as metas do Acordo de Paris. Falou-se de políticas locais e políticas nacionais, de transição digital, de economia circular, de inovação e de empreendedorismo

Ao longo do dia assistiu-se a um debate público sobre os caminhos que Portugal pode traçar para um futuro com zero emissões e sobre planeamento a médio e longo prazo para que aconteça a necessária transição energética e uma mudança de paradigma social. Estas mudanças afetarão todos, independentemente do grau de preparação.
O Vereador José Sá Fernandes apresentou-nos uma cidade de Lisboa diferente, focada no combate às alterações climáticas e em tornar Lisboa uma capital verde reconhecida. Adaptação e mitigação encontram os seus eixos centrais num programa de eficiência energética, num programa de eficiência hídrica e na infraestrutura verde. O aproveitamento dos telhados de Lisboa, uma infraestrutura ciclável e com menos carros, um plano de compras verdes, o afirmar da economia circular, um plano de gestão municipal de resíduos mais eficiente, a mobilidade elétrica e sustentável, a reutilização da água para regas de jardins, um plano de ação local para a biodiversidade ou um reordenamento arbóreo são algumas das medidas que estão já em cima da mesa.
Foi neste seguimento que Maria João Rodrigues da Lisboa E-Nova apresentou a estratégia solar para Lisboa cujo principal objetivo é passar de 2MW para 8 MW de potência instalada nos edifícios e estruturas urbanas até 2021.
Lisboa é uma das capitais Europeias com mais horas de sol durante o ano e a exploração da tecnologia solar fotovoltaica constitui uma oportunidade para tornar a cidade mais eficiente em termos energéticos e menos emissora de gases com efeito de estufa,  potencial este que está demonstrado na Carta de Potencial Solar.  Promover o autoconsumo, novas formas e ferramentas de governança e de fazer negócios, inovação social e tecnológica e contribuir para o desenvolvimento de sistemas regulatórios em Portugal são as intenções desta estratégia que tem como objetivo último criar uma cultura e cidadania solar.
A fechar o primeiro painel, no âmbito das políticas locais, Francisco Gonçalves da Energy Cities falou sobre transição energética como uma oportunidade para o desenvolvimento urbano e económico, referindo o papel central que as cidades ocupam nesta transição. No entanto, é necessário ultrapassar barreiras como a capacitação interna dos municípios, as economias de escala limitadas, as dificuldades de financiamento, os constrangimentos legais, a quantidade de players e a pressão da competição. É necessário criar uma cidadania energética baseada não só na transformação tecnológica mas também nas vantagens das sinergias entre os diferentes sectores e players bem como na mudança de comportamentos.
No âmbito das políticas nacionais, Paula Meireles apresentou o “Compromisso para o Crescimento Verde”, iniciativa que contribui para o desenvolvimento sustentável do país numa lógica de criação de valor assente no binómio economia-ambiente e com foco na dinamização de atividades que permitam a proteção do ambiente, nomeadamente através da redução das emissões de CO2, do aumento da produção de energia renovável, da melhoria da qualidade do ar e da água, e da valorização da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas.
Nuno Bonneville da Mobi.E mostrou um overview da evolução da mobilidade elétrica em Portugal. O programa de mobilidade elétrica que tem como visão tornar Portugal como um espaço natural para o desenho, desenvolvimento, engenharia, produção e teste, em ambiente real, de novas tecnologias, produtos e serviços para a economia verde principalmente para a mobilidade elétrica.
O painel dedicado às políticas nacionais terminou com a intervenção do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, que deixou mensagens sobre o sentido de urgência associado ao clima e relembrou que o objetivo do país é muito ambicioso e que se traduz na neutralidade carbónica para 2050 (explicando que se entende por neutralidade carbónica o balanço nulo entre emissões de gases com efeito de estufa (GEE) – e não apenas dióxido de carbono – e remoções ou sequestro desses gases). Falou sobre o Roteiro Nacional  que foi lançado e que pretende ser um exercício com o envolvimento de todos, assente em 3 pilares: a modelação das emissões em 5 áreas específicas (energia, transportes, resíduos, agricultura e uso do solo e economia circular), a comunicação e o envolvimento da sociedade.
No painel “Transição Digital – Cidade Social”, Telma Mota da Altice Lab apresentou o Sharing Cities, realçando os grandes desafios das cidades inteligentes, tais como o crescimento demográfico, os impactos ambientais, a reabilitação urbana ou as dependências complexas na cadeia energética e a integração de todos os desafios com a necessidade de manter as cidades vibrantes e atrativas. Na sua apresentação referiu como o Sharing Cities é crucial para partilhar problemas e ambições das cidades envolvidas, das soluções comuns que podem ser encontradas para controlar o espaço urbano, bem como a forma como as cidades inteligentes devem usar a informação que produzem para melhorar a vida das pessoas, otimizar processos, reduzir custos e abrir as portas a novos mercados.
Terminou partilhando algumas lições aprendidas no desenvolvimento deste projeto, referindo que a evolução deve focar-se na sociedade embora os cenários de implementação sejam puxados pela tecnologia, na importância da inovação e da extração e gestão de dados bem como da segurança e privacidade e na relevância do desenvolvimento de novos negócios para acompanhar as tendências de mercado.
A terminar a manhã, Eduardo Silva da Lisboa E-Nova, levou à plateia o exemplo de AlfAma Smart Sustainable District (SSD)e demonstrou como é que a sustentabilidade pode impulsionar o desenvolvimento de bairros históricos. AlfAMA SSD é comparticipado pelo Climate Kic e pretende desenvolver uma agenda que potencie a implementação de soluções sustentáveis, onde a adaptação e resiliência às alterações climáticas e outros problemas ambientais sejam vistos como oportunidades, atuando no espaço público, nos edifícios e na mobilidade. A abordagem tem um forte ênfase na inovação social como resultado de um processo interativo, no qual as soluções são definidas em co-criação com os cidadãos. “transforming cities, one district at a time”.
Na parte da tarde foram vários os exemplos de economia circular, inovação e empreendedorismo. António Lorena da 3 Drivers falou sobre metabolismo urbano como a base das cidades circulares e explicou como é que se pode fazer a transição através de simbioses industriais, concretizando os princípios da economia circular. Os projetos EPR.COLAB ou o SymbiOPOrto são exemplos de como promover as simbioses industriais entre as empresas através da implementação de plataformas de integração de políticas e medidas que conduzam a um futuro de baixo carbono.
Ricardo Vicente da Lisbon Farmers apresentou um projeto de produção agrícola em meio urbano com capacidade comercial. A técnica de hidroponia (método de cultivo de plantas utilizando soluções de nutrientes minerais, em água, sem recorrer ao solo) vai ser utilizada na cobertura do mercado de Arroios e os produtos serão vendidos no piso de baixo.
João Santos da Siemens começou por referir o panorama geral da situação em relação aos resíduos sólidos urbanos (RSU). Em média estima-se que cada pessoa produza 1.3 Kg de resíduos sólidos por dia. No entanto, a energia dos resíduos é muitas vezes vista apenas como uma solução para a gestão da destruição dos mesmos em vez de ser vista como valorização do recurso. As centrais de incineração contribuem significativamente para a redução das emissões de carbono, dado que fazem uso de materiais que já foram rejeitados. Os resíduos vistos como fonte de energia poupam recursos de combustíveis fósseis para a produção de energia sustentável. O RSU pode e deve ser visto como uma oportunidade de criação de emprego e de produção de energia elétrica junto das populações locais.
Jorge Tavares apresentou o Navia, uma plataforma de gestão operacional das infraestruturas urbanas que é um veiculo para a redução das emissões e para a qualidade ambiental. O Navia privilegia o trabalho colaborativo onde há o envolvimento das equipas, promove e motiva todos os intervenientes, simplifica procedimentos e otimiza recursos, agregando dados de múltiplas fontes num único ponto de acesso. Jorge Tavares deixou um desafio: podemos falar de cidades inteligentes sem falar de sociedades inteligentes? Será possível falar de cidades inteligentes sem falar de pessoas? As pessoas que têm um papel fundamental sendo muitas vezes “atropeladas” pela tecnologia.
Paulo Calau da ADENE, referiu as vantagens da certificação energética de frotas apresentando o SEEF – Sistema de Etiquetagem Energética de Frotas, um projeto pioneiro e inovador que é uma marca registada a nível nacional e europeu e um sistema voluntário que pretende ser uma referência para um sistema normalizado.
Miguel Fontes da Startup Lisboa apresentou o projeto do Hub Creativo do Beato, um hub que vai agregar players que posicionem Lisboa como uma cidade criativa, aberta, empreendedora e inovadora. O conceito está suportado em 4 eixos estratégicos: empreendedorismo, indústrias criativas, inovação&conhecimento e “Startups, scaleups&global companies” e terá vários serviços associados para suportar toda a atividade, bem como zonas exteriores que se venham a traduzir em boas práticas de sustentabilidade e uma forte presença de arte urbana como elemento de ligação e de coerência estética entre os vários espaços, como elemento unificador. O Hub Criativo do Beato vai acrescentar valor à cidade, atrair os mais inovadores, rasgar o espaço e integra-lo na malha urbana.
No final da conferência assistiu-se á apresentação de 2 projetos finalistas na Smart Open Lisboa cujo objetivo é apoiar soluções urbanas inovadoras fomentando a adoção de novas tecnologias e transformando desafios urbanos em oportunidades de negócio, causando impacto na cidade. No fundo, tornar a cidade num laboratório vivo para startups. Francisco Manso da Trigger Systems, empresa que cria softwares capazes de controlar os sistemas de rega numa  única plataforma e Filipe Romão da AppyFans, criadores de uma aplicação que liga as lojas de comércio local com os consumidores, adaptando a oferta ao que gostam e precisam, fecharam a quinta conferencia com chave de ouro. Consulte as apresentações aqui.

 

 

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Sexta, 05 Janeiro 2018 16:48
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Escrito por Joao Gameiro
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Climate Kic

Decorreu no dia 7 de dezembro o EIT Climate Kic Hub Portugal Day. Neste evento, organizado pelo Climate Kic Portugal, foram apresentadas as atividades que decorreram no último ano e o que está previsto para 2018. O Climate Kic é uma parceria público privada para a inovação, focada nas alterações climáticas e da qual fazem parte empresas, academia e o setor público e cuja visão e missão é reunir, inspirar e capacitar uma comunidade dinâmica para construir uma economia carbono zero e uma sociedade resiliente ao clima permitindo à Europa conduzir a transformação global para a sustentabilidade.
Depois de uma sessão sobre inovação climática com Mike Cherret, Coordenador do programa RIS do EIT Climate Kic, foram apresentadas atividades como a Journey, o Hack the Planet, o Climate Launchpad e o Climathon, programas em que os participantes são desafiados a apresentarem ideias, planos de negócios e pitchs que promovam a inovação climática e onde participam em bootcamps, workshops, sessões de mentoring, coaching e brainstormings que lhes possibilita desenvolverem as suas ideias e perspetivar o futuro das cidades e dos países com o horizonte da neutralidade carbónica. No âmbito da construção de sinergias e da importância de impactar a economia por via de novos negócios, Júlia seixas, coordenadora em Portugal, sublinhou que o Climate Kic tem abertura para novos projetos que saiam fora dos programas já existentes, já que o objetivo principal é gerar um ecossistema europeu capaz de trabalhar em conjunto e em que as palavras chave são “network”, “cofinanciamento” e “cooperação”.

 

Neste evento foi também apresentado o Alfa-AMA, um projeto financiado no âmbito do programa Bairros Sustentáveis do Climate Kic (SSD districts), e em que participa a Lisboa E-nova. O objetivo foi o de desenvolver uma agenda que potencia a implementação de soluções sustentáveis inteligentes e integradas (espaços públicos resilientes, mobilidade limpa e edifícios amigos do clima através da integração de dados, necessidades locais dos utilizadores e ideias para capacitar a economia local), onde a adaptação e resiliência às alterações climáticas e outros problemas ambientais são vistos como oportunidades. O Programa Bairros Sustentáveis trabalha em colaboração com cidades ambiciosas em toda a Europa como um catalisador para inovações transformativas urbanas sustentáveis.

Sexta, 05 Janeiro 2018 16:39
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Escrito por Marta Peixinho
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