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08-08-2017

Cidade-floresta Liuzhou

Ao implementar o projeto europeu Sharing Cities, a capital portuguesa integra o ainda reservado clube das cidades mundiais que assentam a sua estratégia de desenvolvimento sustentável na gestão inteligente e participada das áreas da eficiência energética, da mobilidade e da emissão de gases com efeito de estufa. Barcelona, Manchester ou Milão são algumas das cidades que, como Lisboa, lançaram projetos de vanguarda tecnológica nos sectores da inteligência urbana.
Hoje mostramos um outro exemplo. Pela dimensão, Liuzhou, na China, é o cenário de uma das mais radicais experiências nos campos da construção e da arquitectura sustentáveis.
Saída das bancadas do ateliê do arquiteto italiano Stefano Boeri a chamada cidade-floresta de Liuzhou deverá ser inaugurada em 2020. Promovida pelo município do mesmo nome, no sul da China, a obra já está em curso e baseia-se no conceito de verticalização da natureza, mas aplicado em larga escala e já não apenas em arranha-céus ou em condomínios isolados.
De acordo com as regras fixadas por este paradigma de Boeri, as árvores não serão plantadas apenas ao longo das ruas e avenidas, de jardins e de parques. Em Liuzhou, todas as construções, das habitações, aos escritórios, estabelecimentos comerciais, hotéis e espaços recreativos, passando pelo hospital e pelas duas escolas, terão fachadas e coberturas completamente ocupadas por árvores e plantas.
A rega será garantida através de um sistema central computorizado e automático. A cidade deverá também ser energeticamente auto-suficiente e ter um consumo assente nas energias renováveis. Para abastecer a cidade será usada energia geotermal, complementada com a proveniente de painéis solares instalados nos telhados.


A nova área urbana ocupará uma superfície de 175 hectares, a norte do centro da cidade, na zona montanhosa de Guanxi, ao longo do rio Liujiang. O espaço disponibilizado é o equivalente a uma pequena cidade com uma extensão de 1,3 quilómetros e outro tanto de largo e está previsto que aí venham a residir cerca de 30 mil pessoas.
O dispositivo verde deverá contar com 40 mil árvores e quase 1 milhão de plantas, de mais de 100 espécies. E, através da fotossíntese, contribuir para a absorção anual de quase 10 mil toneladas de dióxido de carbono e de 57 toneladas de poluentes. Produzirá ainda aproximadamente 900 toneladas de oxigénio.
Além do impacto directo na diminuição dos gases com efeito de estufa e na melhoria da qualidade do ar, o revestimento verde contribui também para diminuir a temperatura ambiente média, para criar obstáculos ao ruído e para a diversificação de habitats que contribui para o aumento da biodiversidade, designadamente de insectos, de aves e de pequenos animais.
O novo complexo urbanístico estará completamente ligado, de modo a agilizar também o funcionamento dos serviços da cidade, assentes no digital e nas novas tecnologias. Para circularem dentro da cidade verde, os habitantes terão à disposição uma linha de alta velocidade para carros eléctricos através da qual se poderão deslocar também até ao centro de Liuzhou.

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