Portugal Smart Cities Summit e Sharing Cities – o futuro das cidades inteligentes

Num evento em parceria com a Portugal Smart Cities Summit, que reuniu um público internacional e português, o programa europeu Sharing Cities trouxe a Lisboa mais de cem representantes de 25 cidades europeias para discutir o futuro das cidades inteligentes na Europa.

A sessão pública do evento realizou-se na manhã de dia 13 de Abril, e contou com a presença de representantes da Comissão Europeia, do Innovation & Networks Executive Agency (INEA), do European Innovation Partnership (EIP) e do Sistema de Informação Europeu de Cidades Inteligentes (SCIS). O discurso de boas vindas foi efetuado pelo Vice-Presidente do Município de Lisboa e Vereador da Economia e Inovação, Duarte Cordeiro.

Durante os workshops técnicos que se seguiram a esta sessão pública, as cidades e parceiros convidados discutiram as diferentes soluções técnicas que estão a utilizar para melhorar a eficiência energética dos seus ambientes urbanos, bem como a implementação de parcerias com o setor privado que visem a criação de modelos de negócios que perpetuem os resultados até agora alcançados.

Entre as diferentes áreas focadas durante as discussões, a reabilitação de edifícios teve um claro destaque. Através das experiências partilhadas, ficou bem patente que as empresas privadas têm vindo a assumir um papel de liderança no processo de reabilitação que, em muitos casos, tem-se assumido como essencial também para a eficiência energética das cidades. Dando resposta aos requisitos atuais do mercado, estas estão a equipar os edifícios antigos com melhores soluções de conforto térmico, bem como com sistemas de gestão assentes em energias renováveis, que permitem aos moradores obter um maior controlo sobre os seus consumos de energia.

No âmbito de projetos como o Sharing Cities, esta tipologia de soluções tem vindo a ser testada em edifícios públicos sob os quais existem, muitas das vezes, diversos constrangimentos que comprometem à sua implementação. É o caso do edifício dos Paços do Concelho, em Lisboa, que apesar de ser um edifício histórico, classificado patrimonialmente e emblemático para a cidade, está a ser intervencionado com vista à redução das suas necessidades energéticas. Todo o processo de licenciamento legal, bem como a seleção de soluções específicas, customizadas e inovadoras, tem-se vindo a demonstrar um caso de estudo pioneiro e de grande sucesso a nível europeu, sob o qual várias das cidades presentes demonstraram claro interesse de replicação.

Ao permitir a partilha de experiências, abordagens e casos de estudo como este, o evento foi classificado pelas cidades participantes como de grande sucesso, ficando a ideia unânime de que este tipo de iniciativas incentiva não só a identificação de sinergias entre as cidades, mas também uma maior eficiência na utilização de recursos económicos e humanos.

Um dos destaques do dia foi ainda a assinatura de um manifesto integrando os doze atuais projetos farol europeus. Estes doze projetos representam a visão de 76 cidades da Europa que são beneficiárias de um investimento conjunto da Comissão Europeia de 263,84 milhões de euros. Demonstrando o sucesso desta iniciativa, a assinatura deste manifesto visou demonstrar a determinação das cidades envolvidas em cooperar e influenciar significativamente a definição de soluções efetivas para o mercado das cidades inteligentes, a nível global.

Como principais eixos de atuação, as cidades envolvidas comprometeram-se a identificar oportunidades para:

  • Melhorar e incentivar iniciativas colaborativas, agindo para alcançar sinergias que irão difundir as melhores práticas e aproximar a Europa da realização dos seus compromissos climáticos;
  • Promover a consulta a empresas e cidadãos para que, de forma colaborativa, promovam a identificação de soluções ajustadas às necessidades locais;
  • Trabalhar em conjunto com o European Innovation Partnership (EIP) e o Sistema de Informação Europeu de Cidades Inteligentes (SCIS);
  • Desenvolver ferramentas e padrões que possam ser explorados por outras cidades fora dos ‘programa-farol’ e por projetos futuros.