A Realidade Climática Atual: Mais Extremos, Menos Tempo para Agir
Resumo da Sessão:
Os extremos climáticos têm vindo a intensificar-se em frequência, intensidade e duração, constituindo uma das manifestações mais evidentes das alterações do sistema climático. Ondas de calor persistentes, secas prolongadas e episódios de precipitação extrema traduzem-se em impactos crescentes – frequentemente em cascata – sobre ecossistemas, infraestruturas e atividades económicas.
Neste contexto, o risco climático crescente emerge da interação entre perigosidade, exposição e vulnerabilidade. As alterações climáticas amplificam a perigosidade dos eventos extremos, enquanto a exposição e a vulnerabilidade decorrem sobretudo de dinâmicas socioeconómicas, do ordenamento do território, da ocupação de áreas suscetíveis e da inadequação das infraestruturas face ao clima atual e futuro.
A convergência destas dimensões conduz a um aumento composto do risco climático. A avaliação deste risco requer abordagens integradas que articulem observação da Terra e monitorização do território, modelação climática e projeções futuras, permitindo antecipar impactos e apoiar decisões mais robustas. Num contexto de não – estacionaridade climática, compreender a dinâmica entre extremos e risco é essencial para orientar estratégias de adaptação e reforçar a resiliência dos territórios.
Consulte a nossa politica de privacidade
Com o apoio:
Data
14 de abril 2026
Localização
CIUL, Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza Núcleo 6-E,1º, R. Viriato 13E)
Orador
Pedro Matos Soares (Professor | Investigador Principal Instituto D. Luis | FCUL)
Bibliografia
Aqui